
-Por que está tão feliz meu jovem?- pegunta o velho.
Ele nunca víra o garoto tão feliz.Normalmente ia até aquela mesma praça todos os dias e sentava-se no mesmo banco de madeira, debaixo de um velho eucalipto. Um dia um jovem menino sentou -se ao lado dele e o velho perguntou:
-Por que não brinca com as outras crianças meu jovem?
O garoto por alguns intantes permaneceu calado como se não tivesse ouvido o velho.Depois como que por mera educação o respondeu, mas não tirou os olhos das outras crianças:
-Por que me sinto um velho como o senhor...
Depois de tal encontro, todos os dias o garoto voltava e se sentava ao lado do velho.Nada conversavam,não se olhavam, não se tocavam, apenas dividiam o mesmo banco e faziam compania um ao outro.
Um dia o velho perguntou:
-Por que vem me fazer compania todos os dias garoto?
O garoto da mesma forma que antes esperou um tempo para rensponder, sua voz saiu com o mesmo ton de mera obrigação de ser educado:
-Você foi um dos poucos que se importaram com meu comportamento e minha vida, algo que poucos que não me conheciam fizeram.
Logo após de terminar essa frase o garoto deu um suspiro.
E assim os dias se passaram ate que um dia o garoto ja mais velho sentou-se ao lado do velho, e derrepente abriu um largo sorriso. Como se derrepente visse a coisa mais bela e engraçada que ja vira, e o velho admirou-se. Quando o velho abriu a boca para falar o garoto foi mais rápido:
-Não é impressionate como podemos nos apegar a algo, ou alguem simplesmente pela presença dela em sua vida?
-sim..- com uma pequena pausa o velho continiou-posso le fazer uma pergunta?
-Se ja fez uma, por que não faz a outra?
-Por que está tão feliz meu jovem?- pegunta o velho.
O garoto abriu um amplo sorriso, e pela primeira vez ele e o velho trocaram olhares. O velho tinha olhos que sozinhos contavam histórias. Eram de um azul que com o tempo se tornara prateado.O jovem ao ver aqueles olhos se arrependeu de nunca ter os visto. E o velho como homem ja vivído reconheceu nos olhos do garoto um brilho que lembrava o dos próprios de quando era jovem. Como que para romper o silêncio o garoto respondeu:
-Eu que pensava que tudo sabia, descobri que nada sei...
E juntos como se tivessem combinado falaram:
-"sei que nada sei"
E assim lado a lado permaneceram em silêncio esperando o sol se pôr.
E de forma conclusiva depois de verem o sol se pôr e ver a lua nascer, o velho perguntou:
-Foi uma garota não foi?
-Sim...
E cada um voltou para sua, e pela primeira vez se despediram, mesmo que fosse apenas com o olhar. Um olhar feliz cheio de vida e juventude...
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